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Calor, vibração e ruídos em excesso podem render aposentadoria especial para caminhoneiro

Motoristas de caminhão de todo o Brasil que sejam expostos a agentes nocivos à saúde poderão obter o direito à aposentadoria especial. A ótima notícia é do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que analisou o tema no início de maio.

Apesar dessa possibilidade existir, é necessário a comprovação de exposição habitual a condições como calor, vibração e ruídos em excesso.

O grande destaque é que esse entendimento da Justiça serve mesmo para casos posteriores à Lei 9.032/1995, que extinguiu o enquadramento automático por categoria profissional para fins de aposentadoria especial, e se estende a motoristas de caminhão, motoristas de ônibus e cobradores, por exemplo.

A chamada penosidade da profissão se caracteriza por vibração de corpo inteiro, o calor excessivo dentro da cabine, o ruído constante dos motores e do tráfego, além da postura inadequada durante longas horas ao volante.

Esse ponto é muito relevante, já que os motoristas, especialmente caminhoneiros, têm sua vida profissional marcada por jornadas extensas, com permanência prolongada em uma única posição (sentado), com exposição direta aos agentes nocivos citados.

Para poder obter o benefício, o motorista que for afetado por esses problemas precisará comprovar a real exposição aos agentes nocivos durante o exercício da profissão por meio de perícia técnica individual.

Para facilitar uma futura perícia, o motorista pode começar a se organizar desde já. É possível juntar comprovantes de exposição aos agentes nocivos, e manter possíveis provas atualizadas.

Além disso, documentos como o PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário), LTCAT (Laudo Técnico das Condições Ambientais de Trabalho) e também testemunhas, podem ser utilizados para demonstrar a exposição habitual e permanente aos fatores de risco.

Sem essa documentação robusta, o pedido pode não ser deferido. Para mais detalhes e informações, o caminhoneiro pode buscar assessoria previdenciária especializada em suas regiões.

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O caminhoneiro precisa planejar a aposentadoria

Viver na estrada não é fácil. São diversos desafios diários, e o caminhoneiro enfrenta uma rotina bastante desgastante, tanto física quanto psicologicamente. Por isso, desde que começa a viver atrás de um volante, o motorista profissional precisa planejar o momento de se aposentar, o que é ainda mais importante se ele é um motorista autônomo.

Isso porque a aposentadoria é um assunto que não é bem planejado pela maioria das pessoas. Chega uma hora na vida em que a saúde física já não vai permitir longas viagens, com muitas horas sentado, estresse, exposição a condições adversas e pouco tempo para cuidados pessoais.

Com os anos, chegam também problemas relacionados à profissão, como dores na coluna, além de outras doenças trazidas pela vida sedentária. O caminhoneiro trabalha sentado e se exercita muito pouco, o que pode causar problemas relacionados à pressão arterial, coração etc.

Mesmo amando a estrada, a hora de parar vai chegar. Nesse momento, quando se olha para trás, o melhor é ter realizado um planejamento financeiro, guardando parte do que se ganha todos os meses para ter uma fonte de renda na aposentadoria.

O caminho mais comum é o pagamento de planos de aposentadoria privados ou mesmo pelo INSS. Os motoristas autônomos precisam cuidar da saúde financeira ainda mais. Eles não têm direitos como FGTS ou aposentadoria garantida por empregador.

Os planos de aposentadoria privada, oferecidos pela maioria dos bancos, pede que o beneficiário faça pagamentos mensais de valores de acordo com sua renda. Esse dinheiro fica no banco, que faz a rentabilização dos fundos por alguns planos de investimento.

Depois do período escolhido, o motorista pode resgatar o valor total ou receber parcelado, mensalmente.

E, além do cuidado financeiro, o caminhoneiro precisa cuidar da saúde física. Isso é importante para poder aproveitar a aposentadoria, conviver com os filhos e netos e desfrutar daquela que é chamada de “Melhor Idade”!