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Mulheres caminhoneiras: heroínas que enfrentam desafios em cada curva da estrada

No Brasil, pelo menos desde a década de 1950, as mulheres enfrentam os desafios e obstáculos de uma profissão conhecida por ser quase completamente masculina: motorista de caminhão.

O primeiro registro de uma mulher trabalhando com caminhões em nosso país, no início dos anos 1950, mostra que Neiva Chaves Zelaya, a Tia Neiva, foi a primeira a obter uma carteira de habilitação profissional, que permitia dirigir caminhões e transportar cargas. Na época, ela tinha apenas 24 anos.

Nos 70 anos seguintes, muitas outras milhares de mulheres decidiram enfrentar as estradas, trabalhando dia após dia atrás de um volante. E os desafios enfrentados por elas até hoje não são pequenos.

Geralmente, a primeira dificuldade vem de dentro de casa. Como a profissão é mais voltada aos homens, as famílias não aceitam bem que uma mulher se torne caminhoneira. Isso porque a visão de mulher, para muitos, não passa nem perto de um caminhão.

Outra dificuldade é um nível ainda alto de preconceito de outros profissionais da estrada. Para alguns, elas não são capazes de dirigir por longas horas ou não conseguem realizar as tarefas inerentes à profissão, como amarrar e enlonar as cargas, fazer manutenções nos caminhões e outras.

Outro ponto importante que dificulta a vida das caminhoneiras é a falta de locais adequados para descanso, especialmente com banheiros equipados para elas, que permitam um bom banho, por exemplo.

Mas sabe como elas enfrentam tudo isso? Mostrando um excelente trabalho. Atualmente, são muitas as empresas e entidades ligadas ao transporte que incentivam a contratação de mulheres, oferecendo treinamento e até o custeio para a obtenção da carteira nacional de habilitação profissional.

Os desafios ainda são grandes, mas elas enfrentam cada um deles com muita garra e dedicação, trazendo diariamente mais beleza e amor para as estradas.

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Caminhão

Caminhoneiros devem ficar atentos às restrições de tráfego em 2024

Em vinte datas do ano de 2024, os caminhoneiros brasileiros deverão ter atenção às restrições impostas pela PRF para circulação de alguns tipos de caminhões. No mês de janeiro, a Polícia Rodoviária Federal publicou a Portaria DIOP nº 08, de 15 de janeiro de 2024, trazendo as datas deste ano em que irão ocorrer restrições para caminhões em funções de feriados, quando o tráfego de veículos leves aumenta consideravelmente.

A restrição não abrange todos os caminhões. As limitações de tráfego se aplicam a caminhões que excedam os limites regulamentares impostos pelo Contran. Nesse caso, qualquer caminhão com qualquer medida superior às descritas abaixo enfrentarão as restrições:

I – Largura máxima: 2,60 metros.

II – Altura máxima: 4,40 metros.

III – Comprimento total de 19,80 metros.

IV – Peso Bruto Total Combinado (PBTC) para veículos ou combinações de veículos: 58,5 toneladas.

“A restrição abrange o trânsito de Combinações de Veículos de Carga (CVC), Combinações de Transporte de Veículos (CTV) e Combinações de Transporte de Veículos e Cargas Paletizadas (CTVP), ainda que autorizadas a circular por meio de Autorização Especial de Trânsito (AET) ou Autorização Específica (AE)”, destaca a PRF, na portaria.

Essas restrições só valem também para rodovias federais de pista simples, exclusivamente nas datas e nos horários destacados abaixo. O primeiro feriado com restrição é o Carnaval, seguido pela Semana Santa.

Multas

Os motoristas de caminhão que forem flagrados pela PRF desrespeitando os horários de restrição podem ser multados.

O descumprimento constitui infração de trânsito de natureza média (5 pontos) e multa de R$ 130,16, sendo que o motorista só poderá voltar a circular após o término do horário da restrição.

A PRF mantém as informações atualizadas em um painel, no site https://www.gov.br/prf/pt-br/seguranca-viaria/restricao-de-trafego.

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Exame toxicológico

Exame toxicológico tem prazo prorrogado

Publicada no dia de hoje (26), a Deliberação nº 272 do CONTRAN, prorrogando o prazo para realização do exame toxicológico periódico previsto no artigo 148-A do CTB.

Os novos prazos deverão seguir escalonamento respeitando o mês de validade da CNH, sendo:

  • Condutores com validade da CNH entre janeiro e junho, têm até 31 de março de 2024
  • Condutores com validade da CNH entre julho e dezembro, têm até 30 de abril de 2024.

Aquele que deixar de realizar o exame dentro do prazo estabelecido na referida Deliberação, será passível de penalidade de multa gravíssima e 7 pontos no prontuário, além de impossibilitar a renovação da CNH.

Fonte: NTC

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RNTRC

Caminhoneiros devem ficar atentos aos prazos da Revalidação Ordinária do RNTRC

Não perca o prazo!

A Revalidação Ordinária do Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) teve início em março de 2023 e finaliza em 22/03 deste ano para a categoria Transportador Autônomo de Cargas (TAC).

Cronograma Revalidação Ordinária

Categoria do TransportadorData de inícioData de fim
CTC27/03/202321/01/2024
ETC02/05/202326/02/2024
TAC27/05/202322/03/2024

Acesse o site e fique em dia: rntrcnacional.com.br

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Abastecimento Caminhão

Quantidade de biodiesel no diesel vai subir em março

A partir de março, o diesel vendido nos postos de combustível de todo o país terá adição de 14% de biodiesel, devendo chegar a 15% a partir de 2025. A medida foi aprovada em uma reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) em dezembro de 2023.

Para o Governo Federal, o acréscimo de biodiesel no combustível garante uma significativa redução das emissões de CO2 na atmosfera, o que, em um aspecto mais amplo, reduz o número de mortes e problemas de saúde ligados à poluição atmosférica.

O biodiesel é feito a partir de óleos vegetais, especialmente soja, e é considerado um combustível renovável e biodegradável.

Apesar das vantagens, o biodiesel também pode trazer problemas, especialmente em caminhões mais antigos. Isso porque o combustível tem adição de parafina e outros elementos que podem ser prejudiciais ao sistema de injeção de caminhões que não foram projetados para processar essa mistura.

O biodiesel apresenta maior viscosidade, maior teor de umidade (água) e também tem uma tendência acelerada de oxidação por ser biodegradável. Com isso, é comum que se forme uma borra no tanque de combustível dos caminhões e ônibus.

Essa borra pode ser sugada pelo sistema de injeção, causando entupimento e perda de eficiência do sistema. Por isso, o caminhoneiro deve estar sempre atento à saúde do sistema, especialmente dos filtros de combustível. Se estiverem saturados, pode ocorrer passagem de partículas indesejáveis para o motor.

Além da troca dos filtros com regularidade, o transportador pode realizar a limpeza por sucção ou lavagem dos tanques de combustível a fim de eliminar a borra formada pelo biodiesel.

Como citado, a novidade chega em março, mas, hoje, o diesel já conta com biodiesel, com um teor de 12%, que também pode apresentar os problemas citados acima. Então, que tal dar aquela conferida hoje no sistema de abastecimento e injeção do seu caminhão?

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Caminhoneiro

Contran define prazo para regularização do exame toxicológico

O exame toxicológico é uma exigência legal para motoristas profissionais de caminhões e ônibus no Brasil. Esse exame é necessário para detectar o consumo de substâncias psicoativas que podem comprometer a capacidade de condução segura.

O exame toxicológico é obrigatório nas seguintes situações:

  • Na obtenção ou na renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nas categorias C, D e E.
  • Na contratação e no desligamento de motoristas profissionais em empresas de transporte.
  • A cada dois anos e meio (30 meses), independentemente da validade da CNH.

O exame verifica a presença de substâncias tóxicas, como maconha, cocaína, anfetaminas e seus derivados no organismo do motorista. A detecção é feita por meio da análise de amostras de cabelo ou unhas, que permite identificar o consumo dessas substâncias num período de até 90 dias.

No dia 20 de outubro, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) referendou as mudanças para o exame toxicológico por meio da Deliberação nº 268/2023, que estabeleceu um prazo final para que os motoristas regularizem o exame.

Com isso, todo motorista profissional que tenha Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nas categorias C, D ou E precisará ter o exame em dia até 28 de dezembro de 2023.

A exigência do exame toxicológico tem como objetivo aumentar a segurança nas estradas, reduzindo o número de acidentes causados pelo uso de entorpecentes. Além disso, ajuda a promover a saúde dos motoristas, incentivando-os a manter um estilo de vida livre de drogas.

Em resumo, o exame toxicológico é uma ferramenta importante para promover a segurança no trânsito e a saúde dos motoristas profissionais.

Caso o resultado do exame toxicológico tenha sido positivo, o caminhoneiro pode sofrer várias consequências, como:

  1. Impedimento de obter ou renovar a CNH – O motorista fica impedido de obter ou renovar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nas categorias C, D e E.
  2. Suspensão do direito de dirigir – O governo manteve a obrigatoriedade do exame e multa no valor de R$ 1.467,35 (infração gravíssima – multa multiplicada por cinco) para quem não o fizer, além da suspensão do direito de dirigir em caso de reincidência no período de 12 meses, com multa (dez vezes, R$ 2.934,70).
  3. Perda de emprego – A reprovação pode levar à perda de emprego, pois muitas empresas de transporte exigem um resultado negativo no exame toxicológico como condição para contratação.

É importante notar que, em caso de teste positivo, o procedimento é aguardar o prazo de 90 dias (3 meses) para realizar um novo teste.

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Caminhoneiro

Caminhoneiro tem direito a novo seguro pago por transportadora

O caminhoneiro autônomo tem agora o direito de receber, a cada viagem para o transporte de cargas, um seguro em seu nome que vai cobrir danos materiais e físicos causados a terceiros em caso de acidentes provocados pelo veículo. Essa nova modalidade de proteção obrigatória – que era uma antiga reivindicação da categoria – veio com a sanção da lei federal 14.599, em 19 junho de 2023, e deve ser garantida pela transportadora que subcontrata o frete, sem ônus para o Transportador Autônomo de Carga (TAC).

O seguro de Responsabilidade Civil – Veículos (RC-V) têm cobertura para acidentes que provoquem sinistros como abalroamento ou queda de carga sobre outro veículo, danos a equipamentos de trânsito ou de concessionárias de gestão de rodovias e até obras de arte das vias, como pontes e viadutos. E os danos físicos também terão cobertura.

A cada viagem, o seguro deverá ser contratado e pago pela transportadora em favor do TAC, que receberá da seguradora um comprovante. Segundo a lei federal, o custo do seguro não pode ser descontado do valor do frete.

Proteção e segurança jurídica

“Esse seguro dá mais proteção para o TAC, que é o elo mais vulnerável do transporte rodoviário de cargas. Foi uma conquista do caminhoneiro, que agora tem a segurança jurídica de que, em casos de sinistros envolvendo terceiros, não vai sair do bolso dele uma indenização – uma seguradora será acionada para negociar essa cobertura”, afirma Alan Medeiros, assessor institucional da CNTA (Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos).

Segundo ele, as empresas de transporte também ganham com o novo seguro obrigatório. “Ela isenta as transportadoras de dor de cabeça em caso de sinistros, porque é só acionar a seguradora para resolver”, diz. O seguro, porém, não cobre danos ao próprio veículo e ao caminhoneiro envolvido no acidente.

A lei 14.599/23 alterou o art.13 da Lei 11.442/07, que dispõe sobre o transporte rodoviário de cargas por terceiros no país. Na antiga redação da lei, a contratação de seguros contra terceiros era facultativa tanto para empresas de transporte quanto para os TACs. Em caso de acidentes envolvendo terceiros, o pagamento de indenizações acabava normalmente em uma ação na justiça envolvendo as partes, com difícil negociação sobre quem deveria arcar com o prejuízo.

Fonte: Blog Caminhoneiro

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Caminhão

Saiba como aumentar a vida útil do seu caminhão

De acordo com o dicionário, a vida útil é determinada com o objetivo de dimensionarmos por quanto tempo um determinado bem tem condições de operar em sua plenitude e integridade, de maneira a manter a função à que se destina e da forma esperada.

Ou seja, ela serve para mensurar por quanto tempo podemos usar um equipamento e isso se refere a qualquer coisa, como celulares, roupas, equipamentos e até mesmo o nosso caminhão.

Por ser um investimento alto, o caminhão precisa dar retorno, ou seja, deve “se pagar” ao longo do tempo. Quanto maior o tempo em que ele operar sem problemas, maior será o retorno sobre o investimento.

Existem várias maneiras de aumentar a vida útil do seu caminhão e a principal delas é a manutenção.

Realizar a manutenção do veículo, especialmente a preventiva, de forma regular e conforme orientado pelo fabricante, pode até dobrar o tempo de uso esperado. Apesar do custo, ao longo dos anos, esse valor se dilui e acaba trazendo mais lucro no final das contas.

Isso vale para todos os componentes e sistemas. Além disso, é necessário realizar a troca de peças por modelos idênticos, preferencialmente originais, que são fabricados exatamente como o fabricante exige.

Outros descuidos, como o uso de combustíveis incorretos, o excesso de carga transportada e até mesmo a montagem dos pneus, podem influenciar a vida útil do veículo.

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Childhood Combate a exploração sexual

23.09 – DIA INTERNACIONAL CONTRA A EXPLORAÇÃO SEXUAL E O TRÁFICO DE MULHERES E CRIANÇAS

Vamos enfrentar a exploração sexual e o tráfico de pessoas?

Amigo Caminhoneiro / Amiga Caminhoneira, esta data é muito importante para agentes de proteção de crianças e adolescentes, pois promove uma reflexão sobre duas violações de direito e a relação entre elas.

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o tráfico humano ocorre quando há o “recrutamento, transporte, transferência, abrigo ou recebimento de pessoas, por meio de ameaça ou uso da força ou outras formas de coerção”,que levam uma pessoa a ter “controle sobre outra pessoa, para o propósito de exploração”. Esta exploração pode ser sexual, na forma de trabalho forçado, extração de órgãos e, até mesmo, adoção ilegal.

Isto significa que o tráfico de pessoas é uma forma de exploração sexual, quando usado para este fim. Em relação a crianças e adolescentes, o tráfico para fins de exploração sexual pode estar “disfarçado” por agências de modelos ou de turismo.

A sua atuação na proteção de crianças e adolescentes contra a exploração sexual nas estradas é fundamental: ao perceber situações suspeitas ou de risco, denuncie: Disque 100.

Juntos com você no enfrentamento da exploração sexual de crianças e adolescentes (ESCA).

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Caminhão

Saiba como evitar o superaquecimento dos freios

O uso dos caminhões é constante. Diferentemente de um carro de passeio, que fica mais da metade do dia dentro de uma garagem ou em um estacionamento, os caminhões rodam na maior parte do dia e seus componentes mecânicos são muito mais exigidos.

Um dos componentes mais exigidos é o sistema de freios, que converte a energia mecânica do pneu rodando em energia térmica por meio de atrito.

Como o caminhão é muito pesado, o freio sofre bastante e o caminhoneiro precisa ter cuidado para não gerar energia térmica demais pelo uso do freio por tempos prolongados, o que pode causar superaquecimento.

Dirigir de forma agressiva e as altas velocidades, assim como o excesso de carga, são fatores que contribuem para a grande concentração de calor nos componentes do sistema de freios.

Outra causa comum para o superaquecimento dos freios em caminhões são os trajetos em regiões montanhosas, que exigem mais intensidade do uso dos freios, principalmente quando o motorista não respeita as regras de boa condução, como usar a marcha correta ou empregar recursos de redução de velocidade, como exemplo, o freio motor.

Uma vez superaquecido, todos os componentes desse sistema de frenagem, como pastilhas, discos, lonas e tambores também sofrem danos, além da perda de capacidade de frenagem no veículo.

Para evitar o superaquecimento, o caminhoneiro deve dirigir com atenção, praticando a famosa direção defensiva, respeitando a velocidade adequada para o trajeto, a distância de segmento de outros veículos e deve sempre analisar os freios, fazendo regulagens e manutenções se necessário.

Além disso, é importante utilizar peças de qualidade, evitando comprar componentes de origem duvidosa para não colocar seu caminhão em risco.