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Escassez de mão de obra tende a valorizar caminhoneiros

Um dos maiores gargalos para as empresas de transporte rodoviário de cargas é a falta de mão de obra. De acordo com dados de uma pesquisa da NTC&Logística, 88% das empresas já enfrentam dificuldades para contratar novos motoristas e, apesar do problema para as empresas, acaba se tornando um ponto positivo para os caminhoneiros que se continuam trabalhando.

De acordo com o estudo da NTC&Logística, a escassez de profissionais é hoje a segunda maior limitação ao crescimento do setor, apontada por 28,1% dos entrevistados, ficando atrás apenas da piora do mercado interno (40,7%) e à frente de dificuldades de acesso ao capital (17%).

Hoje, o custo de mão de obra com os motoristas para as empresas é de 19,5% do custo total da operação, e o valor do salário cresce à medida que a demanda pelos caminhoneiros aumenta.

Isso é notado no mundo todo. Quando o nível econômico de um país melhora, serviços mais básicos e manuais acabam perdendo a mão de obra disponível e, para manter ou atrair novos profissionais para esses segmentos, é necessário pagar salários maiores.

Em países como os Estados Unidos, algumas empresas oferecem um salário médio de US$ 2.500 por semana – ou US$ 10 mil por mês.

No Brasil, já há anúncios de vagas de empregos para motoristas com salários que chegam a R$ 12 mil por mês (somando salário-base, comissões e benefícios), além de as empresas oferecerem mais atrativos para os novos caminhoneiros e até para suas famílias.

Enquanto o número de motoristas profissionais no mercado continuar diminuindo, é certo que o caminhoneiro continuará sendo um profissional cada vez mais valorizado e bem pago.

E uma dica que fica é se manter sempre atualizado dentro do setor, mantendo os cursos profissionais em dia, como EAR, MOPP e NRs, entre outros, além de buscar mais qualificação, o que sempre é um facilitador na hora de conseguir salários e colocações melhores.